Celebrado em 13 de setembro, o Dia da Cachaça destaca a versatilidade do destilado brasileiro em receitas que exploram ingredientes, aromas e técnicas contemporâneas
Se existe um drinque capaz de traduzir a relação dos brasileiros com a cachaça, é a caipirinha. Mas, apesar de ser um dos maiores clássicos da coquetelaria nacional, a combinação de cachaça, limão, açúcar e gelo está longe de representar todas as possibilidades oferecidas pelo destilado.
No Dia da Cachaça, celebrado em 13 de setembro, a bebida ganha espaço para ser descoberta por outros caminhos. Em bares e restaurantes, a cachaça aparece cada vez mais em criações que combinam ingredientes brasileiros, técnicas de coquetelaria e referências clássicas, revelando perfis que vão do refrescante ao aromático, passando por propostas mais complexas e estruturadas.
Cachaça também é ingrediente de criação

A versatilidade da cachaça está justamente na capacidade de dialogar com diferentes ingredientes. Vermute, Cynar, frutas, ervas, especiarias, bitters e água tônica podem transformar completamente a experiência de degustação.
Essa diversidade também ajuda a ampliar a percepção sobre o destilado brasileiro. Em vez de ocupar apenas o espaço das receitas tradicionais, a cachaça passa a ser explorada como base para drinques autorais, permitindo que bartenders trabalhem aromas, acidez, amargor, dulçor e textura.
É um movimento que aproxima tradição e inovação e reforça a presença dos destilados brasileiros na coquetelaria contemporânea.
Pindorama celebra 10 anos do Guilhotina – Dia da Cachaça
Em São Paulo, essa proposta ganha um endereço especial no dia 9 de setembro. Para comemorar seus 10 anos, o Guilhotina reabre após uma repaginação com uma programação dedicada à cachaça.
A celebração contará com cinco drinques preparados com Pindorama e Cobra Coral, marcas produzidas pela Pindorama, explorando diferentes possibilidades para o destilado brasileiro.
A seleção evidencia como uma mesma categoria pode assumir características bastante distintas dependendo dos ingredientes escolhidos e da técnica empregada.
Malandragem: intensidade e amargor
O Malandragem leva Cachaça Pindorama Ouro, vermute tinto, Cynar, limão e butter de laranja.
A combinação reúne diferentes camadas de sabor, com o cítrico do limão e da laranja dialogando com as notas mais intensas e amargas do Cynar e do vermute. A escolha da Pindorama Ouro acrescenta personalidade à receita e cria uma proposta para quem gosta de drinques mais estruturados.
Da Terra: banana em uma nova leitura
A Cachaça Pindorama Branca aparece no Da Terra acompanhada de xarope de banana e limão.
A fruta traz uma dimensão mais adocicada à receita, enquanto o limão contribui para o equilíbrio e a acidez. O resultado mostra como ingredientes cotidianos podem ganhar uma nova interpretação quando trabalhados dentro da coquetelaria.
Brisa: frescor no copo
Com Cachaça Cobra Coral, xarope demerara e hortelã, limão e água tônica, o Brisa segue uma proposta refrescante.
A combinação de hortelã, cítricos e tônica cria uma bebida leve e aromática, enquanto o xarope demerara acrescenta dulçor para equilibrar a receita.
É uma combinação que evidencia como a cachaça pode ocupar um papel de protagonista mesmo em drinques de perfil mais fresco.
Faísca: especiarias e Angostura
O Faísca segue por uma direção mais aromática. A receita combina Cachaça Cobra Coral, xarope de especiarias, limão e Angostura.
Aqui, as especiarias e o bitter ajudam a construir uma experiência mais complexa, mostrando outra possibilidade de trabalhar a cachaça: não apenas como um destilado associado ao frescor, mas como uma base capaz de sustentar diferentes camadas aromáticas.
Saúva: território brasileiro e referências clássicas
Criado por Rafael Welbert, o Saúva reúne Pindorama Branca, cordial de cambuci e capim-santo, vermute seco, Jerez fino e bitter de laranja.
A receita aproxima a cachaça de ingredientes brasileiros, como o cambuci e o capim-santo, ao mesmo tempo em que incorpora referências clássicas da coquetelaria por meio do vermute, do Jerez e do bitter.
O resultado é uma composição que valoriza tanto o destilado quanto os sabores associados ao território brasileiro, mostrando como ingredientes locais podem dialogar com técnicas e repertórios internacionais.
Uma bebida brasileira para descobrir de novas maneiras
Para a Pindorama, explorar diferentes receitas também representa uma maneira de ampliar o olhar sobre a cachaça e apresentar ao público possibilidades que vão além dos drinques mais conhecidos.
“A caipirinha é um clássico que representa muito bem a nossa bebida, mas a cachaça permite ir muito além. Quando ela encontra ingredientes diferentes e o olhar criativo da coquetelaria, aparecem possibilidades que muita gente ainda não conhece. O Dia da Cachaça é uma ótima oportunidade para experimentar e descobrir esses outros caminhos”, afirma Assja Schymura, diretora comercial da Pindorama.
A valorização dos ingredientes e destilados brasileiros também acompanha uma movimentação observada nos bares, onde produtos nacionais passam a ganhar novas interpretações em cartas de drinques autorais.
Nesse cenário, a cachaça encontra na coquetelaria contemporânea uma oportunidade de mostrar sua amplitude. Dependendo da receita, pode ser refrescante, cítrica, herbal, especiada, amarga ou mais complexa.
Da tradição à coquetelaria contemporânea
A diversidade começa na própria bebida e se reflete nas maneiras de consumi-la. A cachaça pode ser apreciada pura, em preparos clássicos ou como protagonista de criações autorais.
Para quem ainda relaciona o destilado exclusivamente à caipirinha, o Dia da Cachaça pode ser um convite para experimentar novas combinações e perceber como ingredientes, técnicas e escolhas do bartender transformam a experiência no copo.
Mais do que celebrar uma bebida tradicionalmente brasileira, a data abre espaço para olhar para a cachaça sob uma perspectiva contemporânea, valorizando sua origem e, ao mesmo tempo, suas possibilidades dentro da gastronomia e da coquetelaria.
Serviço
10 anos do Guilhotina – Dia da Cachaça
Data: 9 de setembro
Local: Rua Costa Carvalho, 84, Pinheiros, São Paulo
Drinques Pindorama
Malandragem: Cachaça Pindorama Ouro, vermute tinto, Cynar, limão e butter de laranja.
Da Terra: Cachaça Pindorama Branca, xarope de banana e limão.
Brisa: Cachaça Cobra Coral, xarope demerara e hortelã, limão e água tônica.
Faísca: Cachaça Cobra Coral, xarope de especiarias, limão e Angostura.
Saúva: Pindorama Branca, cordial de cambuci e capim-santo, vermute seco, Jerez fino e bitter de laranja.
Sobre a Pindorama
Produzida na Fazenda das Palmas, no Rio de Janeiro, a Pindorama é uma cachaça brasileira que valoriza a origem e acompanha o processo da cana-de-açúcar ao produto final.
A marca busca ampliar os momentos de consumo da bebida, passando pela apreciação pura e chegando à coquetelaria e à gastronomia.
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