14ª edição acontece de 21 a 27 de setembro em cerca de 300 bares e restaurantes, com esquenta a partir do dia 14 e destaque para bartenders, receitas autorais e experiências em torno do Negroni

Poucos coquetéis atravessaram gerações mantendo tamanha força no imaginário da coquetelaria quanto o Negroni. De perfil marcante, cor vermelha inconfundível e uma receita baseada no equilíbrio entre amargor, dulçor e notas botânicas, o clássico italiano volta a ocupar o centro das atenções durante a Negroni Week 2026.
Em sua 14ª edição no Brasil, a iniciativa promovida pela Campari, em parceria com a revista Imbibe, reúne aproximadamente 300 bares e restaurantes de diferentes estados brasileiros entre 21 e 27 de setembro. A programação ainda começa antes, com o Esquenta Negroni Week, realizado de 14 a 20 de setembro.
Mais do que uma celebração dedicada a um único coquetel, a semana se tornou uma oportunidade para explorar diferentes interpretações de uma receita que há mais de um século permanece entre os grandes clássicos dos bares. No Brasil, essa experiência ganha diferentes sotaques conforme cada bartender coloca sua identidade na taça.
Uma semana dedicada ao Negroni
A Negroni Week combina coquetelaria, criatividade e responsabilidade social. Parte da arrecadação do evento é destinada à Slow Food, organização que mantém uma parceria de longa data com a iniciativa.
Durante o período oficial, os bares participantes desenvolvem experiências especiais em torno do Negroni. A proposta permite que o público conheça tanto a versão tradicional quanto releituras desenvolvidas especialmente para a ocasião.
Nas chamadas embaixadas da Negroni Week 2026, uma das experiências oferecidas é a régua com três interpretações: o Negroni clássico, o Boulevardier e uma criação autoral da própria casa. Quem participa da experiência recebe ainda um presente exclusivo da Campari.
Nos demais estabelecimentos participantes, a dinâmica prevê que, na compra de dois Negronis, o cliente receba um petisco ou snack para harmonização. A opção pode variar de acordo com cada estabelecimento e com a disponibilidade de estoque.
O bartender no centro da experiência
Se existe um elemento capaz de transformar uma receita clássica em uma experiência particular, ele está atrás do balcão.
Na edição de 2026, os bartenders assumem novamente um papel central ao criar versões autorais e desenvolver novas narrativas para o Negroni, mantendo o Campari como elemento fundamental das receitas.
Entre as ativações está o Drink Signature, proposta que aproxima ainda mais o bar de sua própria comunidade. Cada estabelecimento pode batizar seu Negroni autoral com o nome de um cliente frequente da casa.
A iniciativa transforma o coquetel em uma espécie de homenagem líquida à relação construída entre bartender, estabelecimento e público. Em vez de apenas apresentar uma nova receita, a ação cria uma história particular para cada criação.
O que define um Negroni clássico?
Por trás das inúmeras releituras está uma composição simples e precisa.
O Negroni tradicional é preparado com partes iguais de Campari, gin e vermute rosso. A simplicidade da fórmula, porém, exige atenção ao preparo e ao equilíbrio dos ingredientes.
O serviço clássico utiliza um copo baixo e um grande cubo de gelo, recurso que ajuda a manter a bebida refrigerada e controla sua diluição. O preparo é feito com colher, em movimentos suaves, em vez de utilizar uma coqueteleira.
A finalização com casca de laranja acrescenta uma dimensão aromática ao coquetel. Ao ser expressa sobre a bebida, a casca libera seus óleos essenciais e reforça o caráter cítrico da experiência.
O resultado é um drink em que aparência, aroma, temperatura, textura e sabor participam igualmente da experiência.
Paraná cria suas próprias versões
No Paraná, a Negroni Week 2026 ganha interpretações particulares em duas casas que participam da celebração.
Em Curitiba, o Taj Bar apresenta o Amarena Negroni, criação do bartender Douglas Porcel desenvolvida especialmente para o festival.
A receita combina 30 ml de gin, 30 ml de Campari, 30 ml de Vermouth TAJ, 5 ml de Fabbri Amarena e três dashes de bitter Nib Amarena.
A proposta parte do encontro entre dois elementos associados à tradição italiana: o Campari e a amarena. A fruta aparece para acrescentar uma dimensão mais frutada ao perfil do clássico, criando uma leitura contemporânea e de caráter mais jovial.
Negroni com identidade própria em Maringá
Em Maringá, o Habanero participa da programação com o Negroni Habanero, assinado pelo bartender Kaio Cezar.
A composição reúne 15 ml de gin, 15 ml de Lillet, 30 ml de Vermute Rosso e 30 ml de Campari. A finalização ganha uma característica inesperada: uma guarnição de queijo parmesão.
A escolha evidencia uma das principais características da Negroni Week: partir de uma estrutura clássica para explorar novos caminhos de sabor e apresentação.
Um clássico italiano que continua atual
A história do Negroni remonta a Florença, por volta de 1919. A tradição conta que o Conde Camillo Negroni pediu uma variação do Americano, substituindo a água com gás por gin e trocando a tradicional guarnição de limão por laranja.
A combinação se transformou em um dos coquetéis mais reconhecidos da história da coquetelaria.
Mais de cem anos depois, sua estrutura continua baseada na proporção equilibrada entre Campari, vermute rosso e gin London Dry. A receita tornou-se referência justamente por permitir interpretações sem perder sua identidade.
Segundo o Drinks International Cocktail Report 2025, o Negroni é o coquetel clássico mais vendido nos melhores bares do mundo. A International Bartenders Association (IBA) também reconhece oficialmente o Campari como ingrediente do Negroni.
A permanência do drink no repertório dos bares ajuda a explicar a força de uma celebração como a Negroni Week. A cada edição, uma receita conhecida é colocada novamente em diálogo com novos ingredientes, técnicas, bartenders e públicos.
Uma experiência que vai além do copo
O sucesso do Negroni também está relacionado à capacidade do coquetel de ocupar diferentes momentos da experiência gastronômica. Seu perfil amargo e aromático combina com petiscos, entradas e preparos de maior intensidade, enquanto sua apresentação visual contribui para a atmosfera dos bares que participam do evento.
Durante uma semana, diferentes estabelecimentos transformam o clássico em ponto de partida para experiências que envolvem hospitalidade, gastronomia e criatividade.
No Paraná, as criações do Taj Bar e do Habanero mostram justamente essa diversidade. Em Curitiba, a amarena acrescenta uma camada frutada ao repertório do Negroni. Em Maringá, o parmesão surge como elemento de contraste e experimentação.
É nessa capacidade de preservar uma identidade reconhecível enquanto permite novas interpretações que o Negroni mantém seu espaço entre os grandes clássicos da coquetelaria mundial.
A Negroni Week 2026 acontece oficialmente de 21 a 27 de setembro, com esquenta entre 14 e 20 de setembro. Para consultar a programação e conhecer os estabelecimentos participantes, o público pode acessar a página oficial da Campari.
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