Capa Negra: vinhos do Chile chegam ao Brasil

Capa Negra: vinhos do Chile chegam ao Brasil

Depois de uma degustação no Pepita Bar, conhecemos de perto os novos rótulos da Hecke Alimentos, com direito a aula sobre vinhos, harmonizações e uma prévia das próximas novidades da marca

Já sabemos quais são as próximas novidades da Hecke Alimentos e, na próxima semana, vamos contar tudo por aqui. Mas, antes de revelar o que vem por aí, tivemos a oportunidade de conhecer de perto uma das novidades que já chegou ao mercado brasileiro: a linha de vinhos Capa Negra.

A experiência aconteceu no Pepita Bar, onde degustamos os produtos da marca em uma noite dedicada a sabores, vinhos e harmonizações. Tivemos ainda o prazer de contar com uma verdadeira aula conduzida por Wagner Gabardo, executivo da VINOPAR, Associação dos Vitivinicultores do Paraná, e diretor da escola de sommeliers Alta Gama, em Curitiba. Entre uma taça e outra, Wagner explicou as características dos vinhos, falou sobre o terroir chileno e apresentou os pratos escolhidos para acompanhar cada rótulo.

Capa Negra: vinhos do Chile chegam ao Brasil
Capa Negra: vinhos do Chile chegam ao Brasil

E, como toda boa degustação, tivemos nossos favoritos. As pastas de azeitona nos conquistaram logo de início, enquanto, entre os queijos, o parmesão e o queijo azul foram os grandes destaques para nós. As harmonizações também surpreenderam positivamente e mostraram como diferentes características de um vinho podem ganhar novas nuances quando combinadas com os ingredientes certos.

Vinhos do Vale do Maule

A Capa Negra é uma seleção de vinhos da Hecke Alimentos produzidos exclusivamente no Vale do Maule, uma das regiões mais tradicionais da vitivinicultura chilena. A proposta combina a identidade de um terroir reconhecido internacionalmente, a influência da escola francesa de vinificação e uma curadoria voltada a consumidores que buscam qualidade, autenticidade e boa relação entre custo e benefício.

Localizado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, o Chile reúne condições naturais especialmente favoráveis à produção de uvas. A diversidade de solos, o clima, a altitude e a disponibilidade de água proveniente do degelo dos Andes contribuem para a qualidade da matéria-prima e ajudam a explicar a relevância do país no cenário mundial do vinho.

Segundo Karina Barros, responsável pelas áreas de Produtos e Regulatório da Hecke Alimentos, o terroir é um dos principais diferenciais da nova linha.

“O Chile possui características únicas para a produção de vinhos. O clima, o solo e a altitude trabalham em conjunto. A irrigação natural pelo degelo dos Andes, a influência da brisa das montanhas e a proteção natural contra pragas proporcionada pelo Deserto do Atacama resultam em uvas de qualidade excepcional”, explica.

Sete rótulos para diferentes estilos

A Capa Negra chega ao Brasil com sete rótulos distribuídos entre as categorias Reservado e Reserva.

A linha Reservado reúne vinhos jovens, leves e frutados, pensados para consumo imediato e momentos mais descontraídos. Entre as opções estão Cabernet Sauvignon, Carménère, Sauvignon Blanc e Rosé. Nos vinhos brancos e no rosé, a utilização de tampa screw cap, também conhecida como tampa de rosca metálica, acrescenta praticidade à experiência de consumo.

Já a categoria Reserva é voltada a quem prefere vinhos mais estruturados e complexos. Os exemplares tintos passam entre seis e oito meses em barricas de carvalho, enquanto o Chardonnay amadurece entre quatro e seis meses. Esse processo contribui para uma maior complexidade aromática, com presença de notas de baunilha, taninos mais macios e equilíbrio.

A categoria reúne Cabernet Sauvignon, Carménère e Chardonnay.

Os nossos favoritos na degustação

Entre os vinhos apresentados durante a experiência no Pepita Bar, dois rótulos chamaram especialmente nossa atenção.

O Chardonnay foi uma agradável surpresa pelo seu perfil fresco e bem frutado. É daqueles vinhos que convidam a mais uma taça e que podem acompanhar diferentes momentos à mesa, especialmente quando a proposta é buscar leveza e frescor.

O Carménère também se destacou. O vinho apresentou boa persistência e taninos agradáveis, características que fizeram dele outro dos nossos preferidos durante a degustação.

E temos uma aposta para os dias mais quentes: acreditamos que o Rosé tem tudo para ser uma boa escolha para o verão. Leve, refrescante e versátil, é um estilo que combina naturalmente com encontros ao ar livre, refeições descontraídas e pratos mais leves.

Uma aula sobre vinho e harmonização

Mais do que simplesmente provar os rótulos, a experiência proporcionou uma oportunidade de entender melhor o que estava na taça. Wagner Gabardo conduziu a degustação explicando as características dos vinhos e mostrando como os diferentes perfis se comportavam diante dos pratos apresentados.

Esse olhar sobre a harmonização fez diferença na experiência. Ingredientes, texturas, intensidade e características do vinho foram apresentados de maneira prática, permitindo perceber como uma combinação pode transformar tanto a percepção da bebida quanto a do prato.

E foi justamente à mesa que outro destaque apareceu: os produtos da Capa Negra e da Hecke Alimentos mostraram versatilidade para acompanhar diferentes momentos gastronômicos.

As pastas de azeitona foram algumas das nossas favoritas. Entre os queijos, o parmesão e o queijo azul ganharam destaque, principalmente pela personalidade e pela capacidade de criar combinações interessantes com os vinhos.

O terroir como identidade

A origem das uvas é outro aspecto que diferencia a Capa Negra. Todos os vinhos da linha são elaborados exclusivamente com matéria-prima proveniente do Vale do Maule, ao sul do Vale Central chileno.

Para Wagner Gabardo, essa procedência contribui diretamente para a identidade dos rótulos.

“Os vinhedos estão localizados exclusivamente no Vale do Maule, um vale histórico situado ao sul do Vale Central chileno. Enquanto muitos vinhos das categorias Reservado e Reserva disponíveis no mercado utilizam uvas provenientes de diferentes vales, os vinhos Capa Negra são elaborados apenas com uvas do Vale do Maule. Essa origem específica demonstra maior identidade do terroir e é um importante indicador da qualidade da matéria-prima”, explica.

A concentração da produção em uma única região permite que características específicas do território estejam mais presentes nos vinhos. Para quem aprecia enologia, conhecer essa origem também ajuda a compreender melhor o estilo e a personalidade de cada rótulo.

A tradição de uma vinícola chilena

A produção da Capa Negra está a cargo da Viña del Aguirre, vinícola chilena com mais de seis décadas de história. Segundo as informações fornecidas pela marca, a empresa acumula mais de 80 premiações internacionais e está entre as seis maiores exportadoras de vinhos do Chile.

A experiência da vinícola integra a proposta da Capa Negra, que busca unir tradição produtiva, consistência e uma seleção adequada ao perfil do consumidor brasileiro.

Para Kleber Ronkoski, diretor comercial da Hecke Alimentos, a linha foi desenvolvida para oferecer uma experiência acima do padrão tradicional da categoria de entrada.

“Trouxemos ao mercado brasileiro um verdadeiro ‘Reservado Plus’, com qualidade superior ao padrão tradicional da categoria e aprovado por enólogos renomados. Fizemos uma seleção criteriosa para oferecer vinhos que harmonizam perfeitamente com produtos da gastronomia, reforçando o compromisso da Hecke com alimentos de alta qualidade, mas também com preço honesto ao consumidor do nosso país”, destaca.

Vinho como convite para desacelerar

A experiência no Pepita Bar também ajudou a traduzir o conceito por trás da Capa Negra. Mais do que apresentar novos rótulos, a marca propõe uma relação com o vinho associada ao tempo, à gastronomia e aos bons momentos.

A ideia aparece no manifesto presente nos contrarrótulos e também na campanha de lançamento:

“Vinho também é tempo. Tempo de degustar com calma, de conversar, de cozinhar, de desacelerar, de ouvir e de sentir. Capa Negra. Seu vinho. Sua pausa.”

Depois de experimentar os vinhos em uma mesa compartilhada, acompanhados por diferentes produtos e harmonizações, o conceito faz ainda mais sentido. Afinal, vinho também é sobre descoberta, conversa e memória. E algumas experiências ficam justamente naquilo que se prova, se aprende e se compartilha.

Chile mantém espaço entre os vinhos importados

A chegada da Capa Negra acontece em um mercado no qual os vinhos chilenos já ocupam posição de destaque entre os consumidores brasileiros. Segundo os dados fornecidos pela Hecke Alimentos, o Brasil consumiu cerca de 440 milhões de litros de vinho em 2025, enquanto o Chile responde por aproximadamente metade dos vinhos importados pelo país.

Nesse cenário, a combinação entre a tradição vitivinícola chilena, a origem exclusiva no Vale do Maule e a variedade de estilos da nova linha cria uma proposta voltada a diferentes ocasiões de consumo.

Da leveza e do frescor do Chardonnay ao perfil mais persistente do Carménère, passando pela expectativa de que o Rosé conquiste espaço nos dias de verão, a degustação mostrou uma linha com diferentes possibilidades à mesa.

E, se os vinhos foram a estrela dessa experiência, a gastronomia teve papel fundamental para completar a descoberta. Os queijos, as pastas de azeitona e as harmonizações apresentadas por Wagner mostraram que conhecer um vinho também passa por entender como ele conversa com aquilo que está no prato.

Agora, ficamos com a expectativa para as próximas novidades da Hecke Alimentos. Já sabemos o que vem por aí e, na próxima semana, contamos tudo.

Sobre a Capa Negra

Capa Negra é uma marca da Hecke Alimentos que reúne azeites, queijos e vinhos de diferentes origens, incluindo Portugal, Argentina e Chile. A seleção busca oferecer ao consumidor produtos associados a uma experiência diferenciada de sabor e qualidade.

Sobre a Hecke Alimentos

A Hecke Alimentos é uma empresa brasileira com atuação no segmento de alimentos e foco na importação e distribuição de produtos. Há 23 anos, a empresa trabalha com a curadoria de sabores de diferentes partes do mundo.

A operação é centralizada em Curitiba, no Paraná, em uma matriz de 20 mil m², e conta com estrutura logística integrada, parceiros estratégicos e centros de distribuição em diferentes regiões do país. A empresa atende os canais de varejo, food service e indústria.

Entre suas marcas próprias estão Finíssima, Rallad, Capa Azul, Capa Azul Cremont, Capa Negra e Nutrilatina. A empresa também possui exclusividade de distribuição no Brasil para Nucete e Raink.

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